domingo, 19 de janeiro de 2014

Flora no ecossistema de ArDalk - CANELA

CANELA
A caneleira (Cinnamomum zeylanicum, sinônimo C. verum) é uma pequena árvore com aproximadamente 10–15 m de altura, pertencendo à família Lauraceae. É nativa do Sri Lanka, no sul da Ásia. As folhas possuem um formato oval-longo com 7–18 cm de comprimento. As flores, que florescem em pequenos maços, são esverdeadas e possuem um odor distinto. A fruta, arroxeada, com aproximadamente 1 centímetro, produz uma única semente.
A canela é a especiaria obtida da parte interna da casca do tronco. É muito utilizada na culinária como condimento e aromatizante e na preparação de certos tipos de chocolate e licores. Na medicina, empregada como os óleos destilados, é conhecida por 'curar' resfriados. O sabor e aroma intensos vêm do aldeído cinâmico ou cinamaldeído.

Flora no ecossistema de ArDalk - Umbú


UMBÚ
Ombu, ombú, umbú ou bela-sombra é o nome comum da Phytolacca dioica L., uma planta de grande porte, com origem nas pampas daAmérica do Sul, utilizada como ornamental nas zonas de clima mediterrânico. Apesar de apresentar morfologia arbórea, o ombu é uma plantaherbácea de grandes dimensões, não tendo madeira no seu caule, pese embora o seu tamanho. A planta forma uma canópia com um perímetro de 12 a 15 m, podendo atingir uma altura de 12 a 18 m. O nome deriva da palavra guarani ombu, que significa vulto ou sombra.
O ombu apresenta-se geralmente como espécimes isolados, embora por vezes apareçam bosques de dimensão apreciável. Alguns desses bosques são famosos, como acontece com a Isla de los ombúes no Cerro Arequita, Lavalleja, e o Bosque de ombúes, situado em Rocha, Uruguai, o qual tem um perímetro de quase 20 km.
A planta pertence ao mesmo género da uva-de-rato (Phytolacca americana), uma herbácea ruderal comum em zonas húmidas e sombrias.

Flora no ecossistema de ArDalk - Pinheiro comun

Pinheiro Comun
Os pinheiros são árvores pertencentes à divisão Pinophyta, tradicionalmente incluída no grupo das gimnospérmicas. Este artigo se refere apenas às plantas do género Pinus, da família Pinaceae.
São nativos a maioria do Hemisfério Norte. Na América do Norte, com diversidade mais alta no México e na Califórnia. Na Eurásia, eles ocorrem desde Portugal e leste da Escócia até o extremo oriental da Rússia, Japão, norte da África, o Himalaia com uma espécie formando a floresta de coníferas subtropical, o (Pinheiro de Sumatra) que já cruzou o Equador em Sumatra. Os pinheiros são também plantados extensivamente em muitas partes do Hemisfério Sul.
No Brasil também são chamados pinheiros, espécies que na verdade não fazem parte da família Pinaceae, como a Araucária (Araucaria angustifolia), mais conhecida como pinheiro-do-paraná. Este pertence a família Araucariaceae, que é pequena e nativa apenas do hemisfério sul. Abrange dois gêneros somente: o Agathis, (natural da Austrália) e o Araucaria que aparece no Chile, Argentina e sul-sudeste do Brasil, em regiões de altitude elevada, ou seja, acima de 500 m.
Os pinheiros são plantas perenes e também produzem resinosos. A casca da maioria dos pinheiros é grossa e escamosa, mas em algumas espécies é escamosa. Os brotos são produzidos em inflorescências regulares, que de fato são uma espiral muito apertada aparentando um anel de brotos que surgem do mesmo ponto. Muitos pinheiros são uninodal, produzindo apenas um verticilo de brotos por ano, (de rebentos no início da época de floração), mas outros são multinodal, produzindo dois ou mais verticilos de ramos por ano. Na primavera os brotos são denominados "velas" porque de cor mais clara, apontam para cima e depois escurecem e arrepiam. Estas "velas" servem para avaliar o estado nutricional das plantas.

Aves no ecossistema de ArDalk - Inhambu Chororó

INHAMBU CHORORÓ


Como todo tinamídeo, possui capacidade limitada de voar pela pequena envergadura das asas, mas é uma ave muito arisca. Do tupi vem o nome popular “Inhambú: de o que levanta o vôo rumorejando”, devido ao comportamento de levantar vôo somente em último caso em uma aproximação.

O inhambu-chororó é o menor do gênero (aproximadamente 19 centímentros). Habita os campos “sujos”, capoeiras, divisas de pastos, plantações (milho, sorgo, algodão e café, entre outras). Também é conhecido como lambú, inhambu-mirim, espanta-boiada, bico-de-lacre e inhambuzinho. Como a maioria dos tinamiformes, é mais ouvido do que visto, sendo assim, aves difíceis de serem fotografadas. É um dos tinamiformes mais comuns do Brasil, após acodorna-amarela (Nothura maculosa).

O inhambu-chororó foi imortalizado na composição de Athos Campo e Serrinha, nas vozes deTonico e Tinoco. Dando inspiração e origem ao nome da dupla Chitãozinho e Xororó.

Aves no ecossistema de ArDalk - Tucano

TUCANOS
São designadas por tucano as aves da família Ramphastidae que vivem nas florestas da América Central e América do Sul. Possuem um bico grande e oco. A parte superior é constituída por trabéculas de sustentação e a parte inferior é de natureza óssea. Não é um bico forte, já que é muito comprido e a alavanca (maxilar) não é suficiente para conferir tal qualidade. Seu sistema digestivo é extremamente curto, o que explica a sua base alimentar, já que as frutas são facilmente digeridas e absorvidas pelo trato gastrointestinal.
Além de serem frugívoros (comerem fruta), necessitam de um certo nível proteico na dieta, o qual alcançam caçando alguns insetos, pequenas presas (como lagarto, perereca, etc) e mesmo ovos de outras aves. Possuem pés zigodáctilos (dois dedos direcionados para frente e dois para trás), típicos de animais que trepam em árvores. São monogâmicos territorialistas (vivem e se reproduzem em casal isolado). Não há dimorfismo sexual e a sexagem pode ser feita por análise de seu DNA.1 A fêmea e o macho trabalham no ninho, que é construído em ocos de árvores. A fêmea choca e o macho alimenta-os.
Fazem postura de três a quatro ovos, cujo período de incubação é de dezoito dias. O tucano-toco (Ramphastos toco) ainda é uma espécie ameaçada de extinção. Tem sido capturado e traficado outros países a fim de ser vendido em lojas de animais. Isto tem como consequência a diminuição da sua população nas florestas, pondo em risco a variabilidade genética, bem como a morte de muitos animais durante o transporte. Não são aves migratórias.

Aves no ecossistema de ArDalk - Jacutinga

JACUTINGA
A Jacutinga é um galliforme da família Cracidae, monotípica. É frequentemente incluída no gênero Pipile. No passado, já foi considerada conspecífica com a jacutinga-de-garganta-azul(Aburria cumanensis).
É uma das espécies ameaçadas de tornar-se extintas em pouco tempo, caso o pouco que resta da Mata Atlântica não seja efetivamente protegido. Sua população foi drasticamente reduzida. Desapareceu na maioria dos lugares onde era comum e abundante, inclusive nos vales dos grandes rios do Sul e Sudeste brasileiro, onde era encontrada em qualquer mata. Relatos antigos indicam a caça de aproximadamente 50 mil jacutingas no vale do Rio Itajaí (SC) em apenas algumas semanas durante o inverno de 1866. Há também fotografias antigas, da década de 30, mostrando caçadores ao lado de “pirâmides” de jacutingas mortas.
A espécie já foi extinta de muitos locais em sua área de ocorrência original, como nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e sul da Bahia. Por exemplo em Itatiaia (RJ) foi vista pela última vez em 1978; na Serra dos Órgãos (RJ) em 1980. Há, no entanto, um projeto em andamento de re-introdução da espécie na Serra dos Órgãos e região.
As principais populações brasileiras da espécie encontram-se no contínuo florestal formado pelos Parques Estaduais Intervales, Carlos Botelho e Alto Ribeira, em São Paulo, onde a população total é estimada em cerca de 2 mil indivíduos. Populações menores ainda podem ser encontradas em Ilhabela, Paraná e Santa Catarina. A espécie também ocorre em países vizinhos, e ainda pode ser encontrada no Paraguai e, principalmente, na região de Misiones, na Argentina. Também ocorrem na região de Foz do Iguaçu, na fronteira Brasil/Argentina.
Os principais fatores apontados como responsáveis pela queda populacional da espécie são a caça e a destruição ou degradação de habitat. A caça ocorre, inclusive, dentro de reservas. As populações que ocorrem em Ilhabela e na Ilha do Cardoso encontram-se em perigo iminente de extinção, devido à caça predatória. Coletores de palmito-juçara, por si só uma atividade ilegal, costumam abater essa espécie para alimentação durante as expedições para coleta de palmito em matas preservadas de reservas ecológicas, sobretudo no sul do Estado de São Paulo. É também necessário aumentar a fiscalização e buscar outras alternativas sócio-econômicas em áreas mais carentes, como no Vale do Ribeira (SP), onde a caça para alimentação é mais frequente (obs. pess. Salles. O.).
As recomendações para a preservação da espécie são várias, dentre elas:
  • A criação de mais reservas ecológicas preservando áreas extensas de mata úmida;
  • Aumentar a fiscalização contra caçadores e coletores ilegais;
  • Iniciar campanhas de educação ambiental;
  • Substituir o uso do palmito-juçara na alimentação por opções mais ecológicas, como o palmito-pupunha e a palmeira-real-australiana;
  • Repovoar as populações de palmito-juçara em áreas onde ele está em baixa densidade (Serra do Mar).

Características

É uma ave grande, medindo entre 64 e 74 cm de comprimento e pesando de 1,1 a 1,4 kg. É fácil de identificar, pois em quase toda a sua área de ocorrência é o único Cracídeo com mancha branca na asa. No extremo oeste da área de ocorrência, no Paraguai, a espécie pode ocorrer ao lado da jacutinga-de-garganta-azul (Aburria cumanensis), que também possui mancha branca na asa, mas, como o nome sugere, possui garganta azul ao invés de vermelha, e a cara também é toda branca.

jacutinga adulto

jacutinga jovem

Alimentação


Alimenta-se principalmente da polpa de frutos carnosos. Ao contrário do que se pensava antes, a espécie aparentemente não é totalmente dependende do palmito-juçara (Euterpe edulis), embora ele seja sim um alimento importante. Já foram registrados 41 frutos diferentes na dieta da jacutinga, como Cecropia, Ficus, Virola, Myrcia, Psidium, Ocotea, etc.
O padrão de alimentação parece assemelhar-se com o de alguns primatas, pois alimentam-se durante vários dias seguidos em árvores com grande quantidade de frutos e costumam percorrer rotas pré-determinadas para as árvores frutíferas preferidas. Também costumam voltar para as mesmas árvores frutíferas de ano em ano, o que indica que as jacutingas parecem guardar na memória a época do ano de amadurecimento e a localização dessas árvores na floresta.
Também come artrópodes, botões florais e sementes, em menor quantidade. Geralmente forrageia no alto das árvores, mas pode descer ao solo para ciscar no chão ou pegar as frutas caídas. Ela engole os frutos inteiros, retira a polpa no papo e regurgita ou defeca as sementes. Acredita-se que seja importante na dispersão de várias espécies vegetais. Acredita-se que realize migrações altitudinais na Serra do Mar, às vezes seguindo a frutificação do palmito-juçara, que frutifica mais cedo em altitudes inferiores, porém inexistem estudos que comprovem esse deslocamento.

Aves no ecossistema de ArDalk - Gavião Chimango

GAVIÃO CHIMANGO
Trata-se de um falconídeo de 38 a 41 cm, com um padrão de plumagem marrom canelado, apresentando várias estrias escuras na região da coroa e nuca. Ocorre em locais abertos: Campos Naturais, áreas agrícolas, pastagens, restingas e até mesmo terrenos baldios dentro de centros urbanos. Embora seja freqüente a observação de indivíduos solitários ou em pares, costuma formar grandes concentrações quando há fartura de alguma fonte de alimento. Durante o período reprodutivo ele joga a cabeça para trás, ao mesmo tempo em que emite uma vocalização característica. Realiza postura de um a cinco ovos, com um período de incubação de cerca de 26 a 27 dias. Sua dieta abrange uma grande quantidade de pequenos invertebrados, alimentando-se também de anfíbios, répteis, pequenos mamíferos e carcaças de animais, inclusive de peixes, e pode consumir ainda sementes de cereais e bagas de frutas. O Chimango é encontrado na América do Sul, incluindo o Brasil. Geralmente voa nos grupos até de 50 indivíduos. As garras do chimango não são suficientes fortes para pegar uma presa com força. Mas pode muito bem caminhar pelo chão como fazem os Carcarás.