domingo, 26 de janeiro de 2014

Aves no ecossistema de ArDalk - Trinca ferro

Trinca-ferro-verdadeiro

O trinca-ferro-verdadeiro é uma ave passeriforme da família Thraupidae.
No Brasil existem cerca de oito formas do gênero Saltator, todas relativamente parecidas. Apenas uma das espécies, o bico-de-pimenta é bem diferente, pois uma máscara preta desce até a garganta, e o bico tem uma cor laranja bem intenso. Muito caçado e apreciado por seu belo canto.
Também é chamado de trinca-ferro, bico-de-ferro, tempera-viola, pixarro, pipirão, estevo, papa-banana (Santa Catarina), titicão, tia-chica e chama-chico (interior de São Paulo).
Nome científicoSaltator similis⇒ dançarino semelhante ao tangará. Como os termos latinoSaltator e tupi Tangara têm a mesma transliteração- dançarino- encontrou-se no termosimilis para o Saltator similis a forma de se demonstrar o motivo da utilização dessa terminologia.

Características

Um pouco menor do que outras espécies do mesmo gênero, possuem o mesmo bico negro e forte que originou o nome comum dessas aves. Como no tempera-viola (Saltator maximus), apresenta dorso verde, cauda e lados da cabeça acinzentados. A listra superciliar é a mais comprida das três espécies (ave adulta), com o “bigode” menos definido e garganta toda branca. Por baixo, domina o cinza nas laterais, tornando-se marrom alaranjado e branco no centro da barriga. Asas esverdeadas. O juvenil não possui a listra tão extensa, sendo a mesma falhada ou inexistente, logo após saírem do ninho.
Bico bastante enérgico e fortificado (o quê deu cunho ao nome “trinca-ferro”), com cauda diferenciada em tamanho. Não existe diferenças corporais entre machos e fêmeas.
Seu canto varia um pouco de região a região, embora mantenha o mesmo timbre. Para diferenciar o macho da fêmea é necessário perceber o canto do macho e o piado da fêmea.

trinca-ferro-verdadeiro adulto

trinca-ferro-verdadeiro jovem

Alimentação

O trinca-ferro-verdadeiro é um típico onívoro, se alimentando de frutos, insetos, sementes, folhas e flores (como as do ipê). Aprecia os frutos do tapiá ou tanheiro (Alchornea glandulosa). Na infância seu regime alimentar é predominantemente animal. O macho costuma trazer alimento para sua fêmea.

trinca-ferro-verdadeiro se alimentando

Reprodução

ninho é construído em arbustos a 1 ou 2 metros de altura, é uma tigela espaçosa, com cerca de 12 centímetros de diâmetro externo, feita com folhas grandes e secas seguras por alguns ramos, resultando uma construção frouxa; no interior são colocadas pequenas raízes e ervas. Os 2 ou 3 ovos, alongados, medem cerca de 29 por 18 milímetros e são azul-claros ou verde-azulados, com manchas pequenas e grandes no pólo rombo, formando uma coroa. Durante o período de reproduçao, vivem estritamente aos casais sendo extremamente fiéis a um território.

Casal de trinca-ferro-verdadeiro

Ovo de trinca-ferro-verdadeiro

Filhote de trinca-ferro-verdadeiro

Hábitos

Vivem em capoeiras, bordas de matas e clareiras. Está sempre associado às matas, ocupando o estrato médio e superior.

Bando de trinca-ferro-verdadeiro

Distribuição Geográfica

Distribui-se na parte central do Brasil e nordeste, na Bahia ao sul do País, no Rio Grande do Sul e toda a região Sudeste. Além de fronteiras vizinhas internacionais como Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.

Flora no ecossistema de ArDalk - Cipó mil homens


Uma das plantas  com propriedades medicinais fortíssimas e com um nome bastante curioso é o Cipó Mil Homens, que, diferente do que o nome indica, não tem nenhuma aparência com homem algum, quanto mais com mil. A planta foi batizada pelo sanitarista Carlos Chagas, que usou o tal cipó para tratar milhares de operários das ferrovias contaminados por um tipo de malária. Existem várias outras maneiras de chamá-la, como jarrinha, buta, papo-de-peru ou cassaú, por exemplo, tendo em vista a existência de mais de 50 espécies do cipó. É uma planta trepadeira que costuma se enroscar em árvores das matas brasileiras e não somente nessas terras é utilizada como planta medicinal, pois toda a América do Sul pode ter fácil acesso a ela. Seus constituintes químicos são: óleo essencial, alcaloides, flavonoides  glicossídeos e taninos, lembrando que o óleo pode ser de ácido aristoláquico ou de aristoloquina.

Indicações e contra-indicações

O cipó mil homens é indicado para:

  • Asma
  • Febre
  • Problemas gástricos
  • Diarreia
  • Gota
  • Hidropisia
  • Convulsões
  • Epilepsia
  • Pruridos
  • Flatulências
  • Cólicas
  • Problemas nos rins, fígado e coração
  • Picada de cobra
  • Vermes
  • Vírus resistentes
  • Sífilis
  • Depressão
  • Nevralgia
  • Má digestão
  • Etc.

As contra-indicações e malefícios são:

  • Jamais pode ser usada durante a gravidez, pois tem efeito abortivo;
  • É altamente tóxica, tanto que os índios costumavam usar o cipó mil homens para envenenar a ponta das flechas. Portanto, só use se for por indicação terapêutica e não por mais de 30 dias;
  • Nas mulheres, aumenta o fluxo de sangue durante a menstruação;
  • Os obesos não devem consumir a planta, já que ela abre bastante o apetite;
  • Pessoas com problemas no fígado ou pressão alta devem evitar o consumo.

Chá do Cipó Mil Homens – Aprendendo a fazer e usar essa forte infusão

O chá dessa planta é muito conhecido por ser altamente eficaz, contudo deve ser tomado com moderação.
Infusão simples:
Coloque duas colheres de sopa da erva (encontrada em casas de medicamentos naturais) em um litro de água fervente, deixando que ferva por 10 minutos. Deixe esfriar e tome de 2 a 3 xícaras por dia, de preferência meia hora antes das refeições.
Chá com argila:
Misturar as propriedades do cipó com argila é um grande aliado nos tratamentos de tumores, cistos, miomas e até câncer. Há quem prometa que aplicando corretamente, 3 horas por dia ou durante toda a noite, de 15 a 25 dias o problema será eliminado. Basta misturar o chá da receita anterior a algumas colheres de argila, até fazer uma pasta, que deve ficar no lugar da enfermidade numa espessura de 0,5 a 1 centímetro.

Flora no ecossistema de ArDalk - Boldo Pequeno

BOLDO PEQUENO
Nome científico: Plectranthus spp.
Nomes populares: Boldo, Boldinho
Origem: África
Partes usadas: -
Usos tradicionais: ressaca, repatoprotetor, digestivo
Propriedades terapêuticas confirmadas por estudos científicos: -

Flora no ecossistema de ArDalk - Espinheira Santa

ESPINHEIRA SANTA
Muito usada na medicina  popular, a planta, que já era utilizada pelos índios há muito tempo, tem esse nome por causa de suas folhas, que tem pontas, lembrando espinhos e por ser considerada um “santo remédio”! A espinheira-santa (Maytenus ilicifolia)  também é chamada por outros nomes: cancorosa, cancerosa, cancorosa-de-sete-espinhos, coromilho-do-campo, erva-cancerosa, cangorça, espinho-de-deus, limãozinho, espinheira-divina, marteno, pau-josé, maiteno, salva-vidas  e sombra-de-touro.
É uma árvore de porte pequeno, chega aos cinco metros de altura, ramificada e produz pequenos frutos vermelhos. Tem fácil adaptação a solos mais úmidos, pode se desenvolver entre outras árvores, como o interior de bosques não muito densos ou a pleno sol. É ótima escolha para ações de conservação e uso sustentável.

Partes utilizadas da espinheira-santa
Costumam ser utilizadas as folhas, as cascas e as raízes da espinheira-santa no preparo de chás medicinais, infusões que tanto podem ser usadas interna quanto externamente, para tratamentos cicatrizantes de pele.
Os índios brasileiros sempre utilizavam a espinheira-santa para combater tumores e daí veio um dos seus nomes populares: erva-cancerosa. Na medicina popular, esta planta é indicada para dezenas de enfermidades, especialmente do aparelho digestivo.
Atualmente, após inúmeros estudos que comprovaram seus beneficios à saúde, a espinheira-santa passou a ser manipulada pela indústria farmacêutica na formulação de medicamentos.

Conheça seus principais benefícios


Combate úlcera de estômago e :
  • gastrite;
  • males do aparelho digestivo;
  • trata tumores;
  • anticonceptivo;
  • antisséptico;
  • antiespasmódico;
  • diurético (acaba com a retenção de líquidos, o que ajuda a emagrecer);
  • antiasmático;
  • antitumoral;
  • laxativo;
  • ajuda a combater o vício do álcool;
  • enfermidades do fígado;
  • reduz a produção de leite nas lactantes;
  • trata a hidropisia pelo abuso do álcool;
  • abortivo.
  • cicatrizante.
O consumo desta planta é proibido às gestantes, já que é abortiva e às lactantes, já que reduz a produção de leite. É utilizado para este fim por quem está parando de amamentar.

Flora no ecossistema de ArDalk - Fruta do Gravatá


GRAVATÁ

Aechmea muricata

Descrição : Planta da família das bromeliaceae, também conhecida como caraguatá.
Parte utilizada: Fruto.
Propriedades medicinais: Expectorante, diurético enérgico, tônico.
Indicações: Aparelho respiratório, asma, bronquite, coqueluche, diurético energético, doenças do aparelho urinário, expectorante, hidropisia, tosses.
Modo de usar: Suco do fruto: diurético, tosse, bronquite, expectorante.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Flora no ecossistema de ArDalk - Laranjeira


laranja é o fruto produzido pela laranjeira (Citrus × sinensis), uma árvore da família Rutaceae. A laranja é um fruto híbrido, criado na antiguidade a partir do cruzamento da cimboa com a tangerina. O sabor da laranja varia do doce ao levemente ácido. Frequentemente, esta fruta é descascada e comida ao natural, ou espremida para obter sumo. As pevides (pequenos caroços duros) são habitualmente removidas, embora possam ser usadas em algumas receitas. A casca exterior pode ser usada também em diversos pratos culinários, como ornamento, ou mesmo para dar algum sabor. A camada branca entre a casca e os gomos, de dimensão variável, raramente é utilizada, apesar de ter um sabor levemente doce. É recomendada para "quebrar" o sabor ácido da laranja na boca, após terminar de consumir o fruto.
A laranja doce foi trazida da China para a Europa no século XVI pelos portugueses. É por isso que as laranjas doces são denominadas "portuguesas" em vários países, especialmente nos Bálcãs (por exemplo, laranja em grego é portokali e portakal em turco), em romeno é portocalaportogallo com diferentes grafias nos vários dialectos italianos .

Fauna existente em nossa área de Preservação - Lagarto

Lagarto-teiú (Tupinambis teguixim)

Classe: Reptilia
Ordem: Crocodilia
Família: Teiidae
Nome científico: Tupinambis teguixim
Nome vulgar: Lagarto-teiú
Categoria: Ameaçada
Maior lagarto do Brasil, podendo medir até 1 metro. É mais ativo durante o dia. Vive em tocas próximas à água, em terra firme. Ocorre em quase todo o Brasil, do sul do Amazonas ao norte da Argentina. Alimentam-se de ovos, frutos, carniça, folhas verdes, insetos, pequenas aves, lagartos e roedores. Põe 15 a 40 ovos, que são chocados em formigueiros e cupinzeiros, aproveitando seu calor. Os filhotes nascem com a cabeça verde e o corpo negro, com manchas brancas. Habitam florestas, cerrados e caatingas. São de hábito onívoro.